terça-feira, 31 de agosto de 2010

Senadores consideram reforma da Previdência prioridade para novo presidente da República


Marcos Chagas
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Apesar de ser considerado um tema delicado, senadores tanto da base atual do governo quanto da oposição consideram que a reforma da Previdência Social é um dos primeiros assuntos que devem ser encaminhados ao Congresso pelo sucessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, independentemente de quem ocupe o posto.
Parlamentares ouvidos pela Agência Brasil, no entanto, ressaltaram que não há como alterar direitos adquiridos, ou seja, eventuais novas regras serviriam apenas aos trabalhadores que ingressassem no mercado após a sanção da lei.

O vice-presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), por exemplo, destacou a importância do assunto, que segundo ele, deve ser encaminhado ao Congresso 'casado' com uma nova proposta de reforma tributária. O vice-líder do PSDB, Álvaro Dias (PR), defende a mesma ideia.

'Em praticamente todos os países o sistema previdenciário é problemático', afirmou Raupp. Ele disse ainda que para aprovar qualquer reforma desta área terá que haver 'uma unificação forte' da base aliada para não correr o risco de um fracasso logo no início do próximo governo.

O vice-presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), ressalta que o sistema previdenciário precisa de uma 'rearrumação'. Ele defende que, antes de qualquer reforma mais profunda, o presidente que assumirá em 2011 terá que enviar ao Congresso um projeto que separe os recursos destinados à Seguridade Social e à Previdência.

'Tem que separar uma coisa da outra. Depois analisaríamos se há déficit nas contas da Previdência e a necessidade de se mexer nas regras ou não', disse o petista, um dos que descartam qualquer possibilidade de se votar mudanças em direitos já adquiridos.

O líder do Democratas, Antonio Carlos Júnior (BA), defende também que o assunto entre em pauta logo no início do mandato do novo governo. 'Se houver interesse coletivo é válido [debater a reforma previdenciária]. Para ele, esse tema tem que ser equacionado em definitivo por fazer parte de um dos fatores que levam o Executivo a acumular déficits públicos.

Edição: Talita Cavalcante

Agência Brasil - Todos os direitos reservados.

Jornal iraniano publicou que Carla Bruni deveria morrer


TEERÃ (Reuters) - Um jornal iraniano publicou nesta terça-feira que Carla Bruni, esposa do presidente francês, Nicolas Sarkozy, merecia morrer depois de expressar solidariedade a uma mulher que foi condenada à morte por apedrejamento como pena por adultério.
O jornal linha-dura Kayhan chamou Bruni de "prostituta" cujo estilo de vida significava que ela merecia um destino semelhante ao da iraniana condenada à morte.

O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da França, Bernard Valero, disse nesta terça-feira que os comentários do jornal são "inaceitáveis" e que o governo francês havia enviado essa mensagem ao governo iraniano.

Na entrevista semanal à imprensa, o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da França, Ramin Mehmanparast, pediu que a mídia iraniana use linguagem mais moderada. "Insultar autoridades de outros países e usar palavras inadequadas, isto não é aprovado pela República Islâmica do Irã", afirmou, quando indagado sobre o assunto.

Bruni foi uma das celebridades francesas que publicaram uma carta aberta a Sakineh Mohammadi Ashtiani, cujo caso provocou indignação internacional e trouxe à tona o uso do apedrejamento no Irã como pena capital.
Bruni escreveu: "Derramar seu sangue, privar as crianças de sua mãe? Por quê? Porque você viveu, porque você amou, porque você é uma mulher, uma iraniana? Cada parte de mim se recusa a aceitar isso."

o Jornal Kayhan, cujo editor-chefe é nomeado pelo líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, publicou a carta de Bruni no sábado, sob a manchete: "Prostitutas francesas começam a defender direitos humanos".

Na terça-feira o jornal voltou ao assunto, criticando a "relação ilícita (de Bruni) com diversas pessoas", acusando-a de causar o divórcio de Sarkozy com a segunda esposa. "Analisando o histórico de Carla Bruni, vemos claramente os motivos pelos quais uma mulher imoral estaria defendendo uma iraniana condenada à morte por adultério e por ser cúmplice do assassinato de seu marido e, de fato, ela mesmo merece morrer", afirmou o jornal.

Ashtiani, mãe de dois filhos, recebeu 99 chicotadas por ter mantido relações ilícitas com dois homens. A sentença de apedrejamento foi suspensa e aguarda revisão jurídica, mas pode ser executada, disse uma autoridade judicial iraniana.
(Reportagem de Ramin Mostafavi)

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

COZINHA BRASIL DO SESI EM GUARABIRA

Prefeitura de Guarabira e SESI oferecem curso da Cozinha Brasil e inscrições começam nesta quarta-feira

A Prefeitura de Guarabira em parceria com o SESI está trazendo o caminhão do Cozinha Brasil, que realizará curso de culinária durante três dias gratuitamente, ensinando sobre preparação de refeições de baixo custo.

O programa de Educação Alimentar do Cozinha Brasil está mudando a vida de muitos brasileiros, que aprendem a preparar refeições com o máximo de aproveitamento do sabor e nutriente dos alimentos, e com o apoio da administração municipal a unidade móvel ficará três dias em Guarabira.

As inscrições já podem ser feitas na Indústria do Conhecimento, localizada na Rua Sabiniano Maia, em frente a Praça do Novo Milênio, bairro Novo, no período da manhã e da tarde. Informações podem ser obtidas ainda pelo fone: (83) 3271-4449.

O caminhão da Cozinha Brasil ficará no pátio do Centro de Referência da Mulher e da Criança ao lado da Secretaria de Saúde, onde será ministrado o curso, que terá 120 vagas.

As vagas serão divididas em três turmas com 40 pessoas cada, no horário das 08 às 11h, 13 às 16h e 18 às 21h nos dias 31 de agosto, 1º e 02 de setembro.

Escolas municipais de Guarabira recebem o projeto Dia Brincalhão e alunos ganham brindes e bicicleta



Os Centros Educacionais Osmar de Aquino e Raul de Freitas Mousinho receberam na ultima quinta feira a visita da ONG Dia Brincalhão, que distribuiu brindes com os alunos presentes.

A ONG é de São Paulo e trabalha no Brasil inteiro com escolas municipais, levando mensagem sobre os acontecimentos no mundo como as drogas e a violência, ensinando as crianças e adolescentes a respeitar seus pais, principalmente a ter amor em seu coração para ajudar as outras pessoas.

De acordo com o coordenador da ONG Dia Brincalhão, Carlos Cruz, a entidade foi criada por um empresário paulista do ramo de bijuterias, que queria ajudar as crianças menos favorecidas a não entrarem no mundo das drogas, levando alegria e uma mensagem de paz e da palavra de Deus, sem vínculo político ou religioso.

Para o secretário adjunto de Educação, Valdi Duarte, o trabalho realizado pela ONG é bastante interessante, propiciando através de brincadeiras com o alunado difundir o amor por Jesus Cristo, o respeito aos pais e professores, incentivando que digam não as drogas e a violência.

“A maneira como eles conseguem prender a atenção dos alunos através de brincadeiras, músicas, faz com que a mensagem seja aceita de forma espontânea”, disse o secretário.

No Centro Educacional Osmar de Aquino a equipe da ONG se apresentou no período da tarde, onde realizou brincadeiras presenteando os alunos participantes e ao final sorteou bicicleta, tendo como ganhadora a aluna Pryllene dos Anjos Fragoso do 7º ano B turno da manhã.

Já no Centro Educacional Raul de Freitas Mousinho além das brincadeiras e brindes aconteceu sorteio de R$ 50,00, tendo como ganhador o estudante Ednaldo do 1º Ano, que reside em Cuitegi.

Breve os representantes da Ong retornarão a Guarabira e irão apresentar o projeto nas demais escola municipais, levando mensagem de paz e diversão aos estudantes.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

E A IMPUNIDADE CONTINUA...



Réu confesso no assassinato de Sandra Gomide, o então diretor de redação de “O Estado de S. Paulo” ficou menos de 7 meses preso




Sandra Gomide foi assassinada em agosto de 2000
No dia 20 de agosto de 2000, o então diretor de redação do jornal "O Estado de S. Paulo" Antonio Marcos Pimenta Neves matou com dois tiros pelas costas a repórter do jornal Sandra Gomide, de 32 anos, em um haras em Ibiúna. Algumas semanas antes ele havia sido abandonado por Sandra, que era também sua namorada. Pimenta Neves confessou o crime, foi condenado em 2006 a 19 anos de cadeia em um júri popular (pena reduzida para 18 e depois 15 anos), mas passou menos de sete meses na prisão.

Passados quase 10 anos do assassinato de Sandra, especialistas e advogados que participaram do caso creditam a impunidade do jornalista a dois fatores: a lentidão da Justiça e a legislação penal anacrônica brasileira. No início de agosto o caso finalmente chegou às mãos do ministro Celso de Mello, relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF), que pode a qualquer momento decidir se aceita ou não o recurso da defesa de Pimenta, que pede a anulação do julgamento realizado em maio de 2006.
Para o Ministério Público e os advogados da família de Sandra, a decisão do STF pode ser o último passo do emaranhado de recursos e apelações que garantem ao assassino viver em liberdade durante 10 anos embora condenado. Já o pai de Sandra, João Gomide, não tem esperança de ver o criminoso atrás das grades.

Embora tenha embasamento jurídico, a situação de Pimenta contraria a lógica. Ele se beneficia da presunção da inocência para continuar solto apesar de ser um réu confesso. Ou seja, não existem dúvidas quanto à sua culpa mas a Justiça ainda o considera inocente até que não exista mais possibilidade de apelação.

Pimenta Neves foi preso em 3 de setembro de 2000, logo depois de cometer o crime, e solto em 23 de março de 2001 graças a um habeas corpus do mesmo ministro Celso de Mello que lhe conferia o direito de aguardar em liberdade o julgamento, que só aconteceria em 2006 devido a protelações da defesa e à lentidão do Judiciário.

Em 13 de dezembro daquele ano o Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou a condenação e determinou a prisão do jornalista. Ele foi considerado foragido da Justiça por três dias até que no dia 16 de dezembro a ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), concedeu novo habeas corpus, desta vez baseado na presunção da inocência.

A tendência de manter o réu em liberdade até que o caso transite em julgado começou no início da década de 2000 no STF e se transformou em jurisprudência que agora também é seguida pelo STJ. A ideia é impedir a injustiça de colocar na cadeia alguém que, em última instância, pode ser considerado inocente. "Isso é até louvável, mas não no caso de um assassino confesso. Falta sensibilidade aos tribunais superiores. Como um réu confesso pode ser presumidamente inocente?", questionou o promotor do caso, Carlos Sérgio Rodrigues Horta Filho.



Pimenta deixa a cadeia acompanhado de advogados no dia 23 de março de 2001 depois de passar sete meses preso (Foto AE)
Lentidão da Justiça
A partir de então o caso entrou em um labirinto de recursos especiais e extraordinário, apelações, embargos, agravos regimentais, agravos de instrumentos, enfim, todo o arsenal que a legislação brasileira oferece para protelar o cumprimento da sentença.
No final de julho o Ministério Público Federal deu parecer contrário à defesa de Pimenta e o processo foi finalmente remetido para o ministro Mello. Para se ter uma ideia de como o processo desviou do objetivo principal, o nome de Sandra e o crime do qual ela foi vítima não são nem sequer citados no parecer do MPF.

Em agosto de 2009 a situação era descrita no site do STF pela sigla "EDCL no AGRG nos ERESP". Traduzindo: embargos declaratórios no agravo regimental nos embargos do recurso especial. Tudo isso foi negado pela Justiça. Depois a defesa protocolou um recurso extraordinário que finalmente será julgado pelo STF. Os advogados de Pimenta alegam irregularidades no julgamento como a proibição de um depoimento por vídeo gravado (o que impede a acusação de contestar as afirmações do depoente) e a ausência de uma testemunha que vive nos EUA e serviria apenas para reafirmar a idoneidade de Pimenta Neves.

A ação movida pelo pai de Sandra pedindo indenização a Pimenta também está longe do fim. O jornalista foi condenado a pagar R$ 166 mil mas seus advogados recorreram. O caso ainda não foi julgado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo e ainda pode ir para o STJ e o STF.
"Se até hoje ele não propos um acordo é porque pretende recorrer muitas vezes. Este caso ainda vai para a terceira instância", disse o advogado Fábio Barbalho Leite.

O defensor do jornalista, José Alves de Brito Filho, se recusou a comentar o caso. Ele também se negou a intermediar um pedido de entrevista com Pimenta Neves. "Ele não dá entrevista nem para Deus", disse o advogado. O iG foi quatro vezes até a casa do jornalista que nem sequer abriu a porta.

Impunidade de Pimenta Neves
Outros profissionais que participaram do caso se dividem quanto às causas da impunidade de Pimenta. Alguns acusam o sistema em si e seus infinitos recursos. Outros, à lentidão dos tribunais. "Embora existam todos estes recursos, quando houve vontade da Justiça o caso andou. O problema é a lentidão. O processo ficou seis anos aguardando julgamento no Tribunal de Justiça. Ninguém fica seis anos esperando julgamento preso. Ele está se aproveitando dos recursos que tem direito. O que não pode é demorar tanto para julgar", disse o advogado Sergei Cobra Arbex, assistente da acusação.
Ricardo Galhardo, iG São Paulo